O IMPÉRIO COLONIAL PORTUGUÊS E A INCULCAÇÃO DE ESTEREÓTIPOS DESDE A TENRA IDADE ESCOLAR
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Dinis Fernando Costa

O IMPÉRIO COLONIAL PORTUGUÊS E A INCULCAÇÃO DE ESTEREÓTIPOS DESDE A TENRA IDADE ESCOLAR

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Introduction

O impÉrio colonial portuguÊs e a inculcaÇÃo de estereÓtipos desde a tenra idade escolar. Estudo revela como o Império Colonial Português incutiu estereótipos e supremacia branca via livros escolares em crianças africanas. Alerta sobre euro/afrocentrismo em manuais.

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Abstract

O regime colonial português utilizou livros escolares e outros meios educativos para divulgar as suas ideologias de supremacia branca. Isto foi promulgado para melhor subjugar os colonizados nas suas chamadas “províncias ultramarinas” africanas. Este artigo tenta estabelecer que a maior parte do extrato social nativo dos países Lusófonos em África particularmente Angola e Guine Bissau, no período colonial, estavam enraizados em estereótipos sistemáticos. Isto foi conseguido através da utilização de livros didáticos no Estado Novo para inculcar valores e a cultura de subserviência às crianças indígenas desde a mais tenra idade escolar. Esperamos com a análise de dois manuais escolares do ensino primário expôr as ideologias coloniais. Pretendemos também alertar sobre as consequências negativas do eurocentricentrismo e afrocentrismo encontrado nos livros e manuais escolares atuais o que é discrimina, especialmente, grupos minoritários como brancos e mestiços no contexto da agenda pós-colonial. O estudo emprega a Abordagem Histórico-Discursiva (DHA, sigla em inglês) para analisar os dados.


Review

O artigo, intitulado "O IMPÉRIO COLONIAL PORTUGUÊS E A INCULCAÇÃO DE ESTEREÓTIPOS DESDE A TENRA IDADE ESCOLAR", propõe uma análise crítica e oportuna sobre o papel do regime colonial português na disseminação de ideologias de supremacia branca através do sistema educativo. O estudo foca-se na maneira como livros escolares e outros meios pedagógicos foram empregados para inculcar a subserviência e enraizar estereótipos sistemáticos em crianças indígenas nas "províncias ultramarinas" africanas, particularmente em Angola e na Guiné-Bissau. Esta investigação sobre a formação ideológica desde a tenra idade escolar é fundamental para compreender as raízes históricas de certas dinâmicas sociais e culturais pós-coloniais. A principal força do artigo reside na sua proposta de exposição detalhada das ideologias coloniais através da análise de dois manuais escolares primários do período do Estado Novo. A escolha de empregar a Abordagem Histórico-Discursiva (DHA) sugere uma metodologia robusta para desconstruir as narrativas presentes nestes materiais, revelando como valores e culturas de subserviência foram sistematicamente implantados. Esta abordagem promete oferecer uma contribuição substancial para a compreensão dos mecanismos de dominação colonial e a persistência de certas mentalidades, fornecendo evidências concretas do impacto da educação na formação de identidades colonizadas. No entanto, o resumo introduz um segundo objetivo que, embora relevante, poderá exigir uma integração cuidadosa e bem fundamentada. A intenção de "alertar sobre as consequências negativas do eurocentrismo e afrocentrismo encontrado nos livros e manuais escolares atuais, o que é discrimina, especialmente, grupos minoritários como brancos e mestiços no contexto da agenda pós-colonial," apresenta uma expansão significativa do escopo. Será crucial que o artigo estabeleça uma ligação clara e coesa entre a análise histórica da inculcação de estereótipos coloniais e esta crítica contemporânea, para evitar que o foco principal da investigação seja diluído. A forma como esta transição da análise histórica para a crítica atual será articulada e apoiada por dados ou argumentos consistentes será determinante para a solidez e impacto global da pesquisa.


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