Patrimônio cultural em tempos de crise. O artigo explora como a pandemia e crises na América Latina impactam o patrimônio cultural. Descubra desafios, disputas e soluções para sua preservação e governança inclusiva.
O artigo examina como a pandemia de COVID-19 atuou como catalisador de uma crise mais ampla na América Latina, marcada por estagnação econômica, instabilidade institucional e polarização política, configurando um cenário “pós-democrático”. Nesse contexto, a memória coletiva torna-se campo de disputa: monumentos e narrativas oficiais são contestados, ressignificados ou removidos — com o caso chileno como exemplo —, revelando patrimônios dissonantes e tensões sobre pertencimento e reconhecimento. No âmbito das políticas de patrimônio, observam-se cortes orçamentários, desmonte institucional e captura por agendas de ocasião; o Brasil ilustra esse movimento com mudanças administrativas e tentativas de reduzir o papel técnico de órgãos de proteção. O texto conclui que enfrentar a crise requer ir além da preservação material, incorporando dimensões sociais, participativas e digitais, e reivindica marcos de governança inclusivos, cooperação transnacional e mediação qualificada de conflitos, reafirmando o patrimônio como bem público e instrumento de solidariedade em tempos de incerteza.
O artigo "Patrimônio cultural em tempos de crise" oferece uma análise perspicaz e urgente sobre os profundos desafios enfrentados pelo patrimônio cultural na América Latina, enquadrando a pandemia de COVID-19 não como a única causa, mas como um catalisador de uma crise regional mais ampla. O texto examina como a estagnação econômica, a instabilidade institucional e a polarização política configuram um cenário que o autor descreve como "pós-democrático", e como esses elementos impactam diretamente a memória coletiva e as políticas de patrimônio na região. A relevância da abordagem reside em sua capacidade de conectar fenômenos sanitários globais a dinâmicas políticas e culturais locais, oferecendo uma compreensão mais matizada da vulnerabilidade do patrimônio. Um dos pontos mais fortes da análise reside na exploração da memória coletiva como um campo de intensa disputa. O artigo ilustra com clareza como monumentos e narrativas oficiais são contestados, ressignificados ou até removidos, utilizando o caso chileno como um exemplo eloquente da emergência de patrimônios dissonantes e das tensões inerentes sobre pertencimento e reconhecimento. Paralelamente, a pesquisa detalha os impactos adversos nas políticas de patrimônio, evidenciando cortes orçamentários, o desmonte institucional e a captura dessas políticas por agendas políticas de ocasião. O Brasil é apresentado como um caso ilustrativo de mudanças administrativas e tentativas de minimizar o papel técnico dos órgãos de proteção, sublinhando um padrão preocupante em toda a América Latina. Em suas conclusões, o artigo defende a necessidade de ir além da preservação material, advogando por uma abordagem que incorpore dimensões sociais, participativas e digitais na gestão do patrimônio. Propondo soluções concretas, a pesquisa clama por marcos de governança inclusivos, pela promoção da cooperação transnacional e pela mediação qualificada de conflitos como caminhos essenciais para enfrentar a crise. Ao reafirmar o patrimônio como um bem público e um instrumento de solidariedade em tempos de incerteza, o artigo não só diagnostica problemas críticos, mas também oferece uma visão propositiva sobre como o patrimônio cultural pode ser fortalecido e ressignificado para construir sociedades mais resilientes e inclusivas.
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By Sciaria
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