ECOS DO SILÊNCIO DE MINAS
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Fernão Pompêo de CAMARGO NETO

ECOS DO SILÊNCIO DE MINAS

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Introduction

Ecos do silÊncio de minas. Descubra a polêmica da escravidão em Minas Gerais (séc. XVIII-XIX). Desafia a ideia de que a escravidão dependia de plantations, mostrando seu crescimento em economia autossuficiente.

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Abstract

O presente artigo focaliza a polêmica em torno da forma de escravidão que existiu no coração de Minas Gerais, nos séculos XVIII E XIX. Acreditava-se originalmente que a viabilidade da escravidão como sistema de trabalho estava condicionada à existência da plantation voltada às exportações. A economia de Minas no século XIX, após o declínio da mineração, ter-se-ia estagnado e o contingente de escravos subutilizados teria sido exportado a outros estados. A partir do trabalho dos irmãos Martins sobre esse tema, verificou-se que o contingente de escravos de Minas na verdade cresceu substancialmente numa economia caracterizada por diversificação, auto-suficiência e isolamento relativamente aos mercados externos. Constatou-se a possibilidade da existência de um sistema de escravidão com poucas vinculações ao mercado externo. 



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