A toponímia de Curuçá como reflexo dos contatos interétnicos na Amazônia Oriental
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Rízia Ferreira, Tabita Fernandes da Silva, Jair Francisco Cecim da Silva

A toponímia de Curuçá como reflexo dos contatos interétnicos na Amazônia Oriental

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Introduction

A toponímia de curuçá como reflexo dos contatos interétnicos na amazônia oriental. A toponímia de Curuçá, Amazônia Oriental, revela contatos interétnicos e linguísticos. Analisa termos híbridos (português/tupi) e sua história e identidade.

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Abstract

Este artigo discorre a respeito dos contatos entre povos na constituição histórica e linguística de Curuçá e como estes eventos refletiram consideravelmente na toponímia curuçaense. Discutimos acerca da relação intrínseca entre língua e povo e como se estabelece o diálogo entre história, sociedade e cultura em um determinado espaço. O objetivo central consiste em analisar a influência dos contatos interétnicos e linguísticos na constituição da toponímia de Curuçá, de modo a compreender de que maneira os processos históricos e sociais moldaram o cenário toponímico, com foco na presença de termos híbridos e compostos. O referencial teórico utilizado recorre, principalmente, aos pressupostos da toponímia a partir de Dick (1990); as discussões sobre contatos linguísticos de Lucchesi (2009) e de Raso, Mello e Altenhofen (2011). De Canindé (2015) advém o embasamento da historiografia curuçaense e do processo de formação do território. No tocante ao contato linguístico e às relações interétnicas valemo-nos de Cardoso de Oliveira (1962). A metodologia empregada consiste em pesquisa bibliográfica, considerando a historiografia curuçaense, princípios da toponímia e do contato linguístico bem como em pesquisa de campo para a obtenção de dados sobre a toponímia curuçaense coletados por meio da técnica de entrevistas e de narrativas orais dos moradores de Curuçá. Este artigo é um recorte de uma pesquisa de dissertação de mestrado acerca da toponímia curuçaense e a implicação histórica dos contatos linguísticos. Os resultados apontam para uma dinâmica em que os contatos interétnicos na Amazônia oriental repercutem na toponímia local expresso na presença de termos compostos e híbridos, envolvendo o português e elementos indígenas de base tupí. Este estudo contribui, significativamente, para a compreensão da toponímia curuçaense e como esta se constitui como evidência adicional dos contatos interétnicos estabelecidos na região. Além disso, a pesquisa alcança reflexões mais amplas acerca da identidade, patrimônio cultural e dinâmica sociolinguística da Amazônia Oriental.


Review

Este artigo, intitulado "A toponímia de Curuçá como reflexo dos contatos interétnicos na Amazônia Oriental", apresenta uma investigação promissora sobre a intrínseca relação entre história, língua e cultura na constituição de um espaço geográfico e identitário. O trabalho se propõe a analisar como os contatos interétnicos e linguísticos moldaram a toponímia de Curuçá, com um foco particular na emergência de termos híbridos e compostos. A temática é de grande relevância, oferecendo uma janela para a compreensão dos processos sociolinguísticos e históricos que caracterizam a Amazônia Oriental, e a forma como a paisagem linguística pode espelhar dinâmicas culturais complexas. A abordagem interdisciplinar sugerida pelo título e pelo resumo é um ponto forte, prometendo uma análise rica e multifacetada. A robustez teórica e metodológica do estudo é evidente. O referencial teórico mobiliza autores centrais para a toponímia (Dick), os contatos linguísticos (Lucchesi; Raso, Mello e Altenhofen), a historiografia local (Canindé) e as relações interétnicas (Cardoso de Oliveira), garantindo uma base sólida para a análise. A metodologia empregada, combinando pesquisa bibliográfica aprofundada com pesquisa de campo, é particularmente eficaz. A coleta de dados por meio de entrevistas e narrativas orais dos moradores de Curuçá é crucial para capturar a dimensão viva e diacrônica da toponímia, permitindo que as vozes e as memórias locais contribuam para a compreensão dos processos históricos e linguísticos. O fato de ser um recorte de uma dissertação de mestrado sugere um nível de aprofundamento e rigor que se espera de uma pesquisa acadêmica. Os resultados preliminares apontam para uma dinâmica clara onde os contatos interétnicos na Amazônia Oriental se manifestam diretamente na toponímia local, notadamente através da presença de termos compostos e híbridos que entrelaçam o português com elementos indígenas de base tupí. Esta constatação não apenas contribui significativamente para o entendimento da toponímia curuçaense, mas também a posiciona como uma evidência linguística tangível dos processos históricos de interação e fusão cultural na região. Além disso, o artigo promete expandir suas reflexões para questões mais amplas de identidade, patrimônio cultural e dinâmica sociolinguística da Amazônia Oriental, elevando seu impacto para além da análise puramente toponímica e oferecendo contribuições valiosas para o campo da linguística e dos estudos culturais.


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