Representatividade feminina em mangás: o caso de shinobu kocho e haruhi fujioka. Representatividade feminina em mangás. Estudo de Shinobu Kocho (Demon Slayer) e Haruhi Fujioka (Ouran Host Club) com 15 testes de gênero, avaliando critérios e profundidade.
O mangá é uma forma original de história em quadrinhos que teve origem no Japão e duas de suas demografias mais importantes são o shoujo e o shounen. O shoujo é destinado principalmente a um público feminino adolescente, enquanto o shounen é voltado para meninos adolescentes. A indústria do mangá tem buscado responder às mudanças sociais e demandas dos leitores, tornando-se mais diversificada em termos de temáticas, o que resulta em maior volume e profundidade nas personagens femininas. Dessa forma, o objetivo do presente trabalho foi analisar a personagem feminina principal de uma obra shoujo e de uma obra shounen de grande prestígio contemporâneo no ocidente – de acordo com a base de dados MyAnimeList, amplamente utilizada pela população ocidental – de forma a verificar o grau de representatividade feminina nelas centrado. Foram selecionadas, então, Haruhi Fujioka, protagonista do shoujo Ouran High School Host Club, e Shinobu Kocho, do shounen Demon Slayer, como as mais representativas de ambas as demografias. Ambas foram submetidas a 15 testes de representatividade de gênero que dialogam com as obras: Bechdel (1985), Ellie Willis (2011), Finkbeiner (2013), Mako Mori (2013), Sexy Lamp (2013), Tauriel (2014), Maisy (2015), CM (2016), The Crystal Gems (2016), Ko (2017), Landau (2017), Villarreal (2017), Design Diversity (2020), Sloan (2020) e Young (2020). Com base nos parâmetros desses testes, observamos que ambas as personagens foram aprovadas em todos eles. No entanto, também foi perceptível que alguns dos testes possuem fragilidades advindas de baixas exigências ou de parâmetros rasos, não contemplando a representatividade feminina em si ou sua profundidade como personagem, mas sua mera presença em uma narrativa. Assim, concluiu-se que é necessário repensar a evolução dos gêneros, bem como sua aplicabilidade às nomenclaturas tradicionais e aos testes criados para avaliar representatividade de gênero.
Este trabalho, intitulado "Representatividade feminina em Mangás: o caso de Shinobu Kocho e Haruhi Fujioka", aborda uma análise pertinente e atual sobre a representatividade feminina dentro das demografias shoujo e shounen do mangá. Reconhecendo a resposta da indústria de mangá às mudanças sociais e às demandas dos leitores, o estudo se propõe a investigar a profundidade da caracterização feminina. Selecionando duas personagens contemporâneas de grande prestígio no Ocidente – Haruhi Fujioka do shoujo "Ouran High School Host Club" e Shinobu Kocho do shounen "Demon Slayer" – os autores buscam verificar o grau de representatividade feminina que estas narrativas populares incorporam. A metodologia empregada é notável pela sua abrangência, submetendo ambas as personagens a uma extensa bateria de 15 testes de representatividade de gênero, incluindo frameworks estabelecidos como Bechdel, Mako Mori, Sexy Lamp e Finkbeiner, entre outros. Os resultados iniciais parecem conclusivos, com Haruhi Fujioka e Shinobu Kocho aprovadas em *todos* os testes. No entanto, o estudo, de forma crítica e perspicaz, revela uma percepção significativa: uma parte considerável desses testes amplamente utilizados possui "fragilidades" inerentes. Os autores observam astutamente que essas fraquezas derivam de baixas exigências ou parâmetros rasos, frequentemente falhando em avaliar genuinamente a profundidade ou a verdadeira representatividade de uma personagem feminina, limitando-se a constatar sua mera presença na narrativa. Consequentemente, o artigo chega a uma conclusão crucial que transcende os estudos de caso individuais. Ele afirma a necessidade de repensar a evolução dos gêneros de mangá, reconsiderar a aplicabilidade das nomenclaturas tradicionais e, mais significativamente, reavaliar a utilidade e a robustez dos próprios testes criados para medir a representatividade de gênero. Este trabalho oferece uma contribuição valiosa ao não apenas analisar personagens específicas, mas também ao desafiar a aceitação acrítica de métricas estabelecidas. Sugere-se fortemente que um arcabouço mais matizado e sofisticado é necessário para verdadeiramente capturar e mensurar a natureza multifacetada da representação feminina na mídia, abrindo assim caminhos para futuras pesquisas no desenvolvimento de ferramentas analíticas mais rigorosas.
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