Preconceito com pessoas idosas entre estudantes de Odontologia
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Luane Machado de Souza, Larissa Vedana Ardenghi, Andressa Severo Goulart, Júlia da Rosa Machado, Luísa Helena do Nascimento Tôrres, Leonardo Marchini, Alexandre Favero Bulgarelli

Preconceito com pessoas idosas entre estudantes de Odontologia

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Introduction

Preconceito com pessoas idosas entre estudantes de odontologia. Estudo analisa ageísmo em estudantes de Odontologia no Brasil, identificando preconceito em grupos jovens e brancos. Propõe ações para uma formação mais inclusiva e respeitosa com idosos.

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Abstract

Em virtude do aumento da expectativa de vida da população brasileira o ageísmo/etarismo deve ser pensado considerando a importância do bem-estar e conforto das pessoas idosas na assistência odontológica. O objetivo deste estudo é caracterizar e analisar o perfil dos estudantes de graduação de um curso de odontologia do sul do Brasil, em relação ao preconceito com a pessoa idosa durante a formação. Trata-se de um estudo descritivo transversal, realizado com alunos de Odontologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.  Foram analisadas as variáveis, sexo, faixa etária, raça/cor, morar com idoso, concluir disciplina clínica, realizar disciplina de odontogeriatria, atender idoso no leito ou cadeira de rodas e orientar cuidador de idoso dependente, sendo que o desfecho em estudo foi a presença de ageismo/etarismo contra pessoas idosas. Todas as análises de dados foram conduzidas usando SPSS na versão 18.2 (IBM, Inc.) por meio do teste Pearson Chi-Square e Fisher's Exact Test. Todas as estatísticas inferenciais são bilaterais, com p<0,05 considerado estatisticamente significativo. A maior prevalência foi de estudantes que apresentavam baixo ageismo (55,3%). Ao identificar os preditores para o ageismo, observou-se diferenças estatisticamente significantes para faixa etária, em que os mais jovens (18-23 anos) possuem alto ageismo; autodeclarados brancos apresentam maior prevalência de alto ageísmo. Aqueles participantes que já concluíram alguma disciplina clínica, apresentaram baixo ageísmo. Existe a necessidade de implementação de ações destinadas aos estudantes do curso de odontologia já no início, entre as propostas estão o fortalecimento da extensão de odontogeriatria, desenvolvimento de disciplinas eletivas sobre o tema e rodas de conversas com a participação de discentes e docentes sobre o envelhecimento. Consequentemente, acredita-se que essas práticas proporcionarão uma formação acadêmica de maneira inclusiva e respeitosa aos idosos e possuem o potencial de transformar paradigmas sociais.



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