O METAL NAS MARGENS
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Jefrey Antonio de Andrade

O METAL NAS MARGENS

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Introduction

O metal nas margens. Analisa o heavy metal glocal, explorando como bandas fora do eixo anglo-americano hibridizam o gênero com elementos culturais locais para expressar identidade e crítica social.

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Abstract

O artigo analisa o fenômeno do heavy metal glocal, isto é, como bandas de países fora do eixo anglo-americano ressignificam o gênero por meio de hibridismos culturais. A pesquisa qualitativa, fundamentada em revisão bibliográfica e estudos de caso, examina sete bandas: Angra e Sepultura (Brasil), The Hu (Mongólia), Orphaned Land (Israel), Myrath (Tunísia), Cemican (México) e Bloodywood (Índia). Essas bandas incorporam elementos culturais locais como instrumentos, escalas, línguas e símbolos às convenções do metal global, criando expressões híbridas com duplo pertencimento. A análise fundamenta-se em conceitos como hibridismo cultural (Canclini), tradução cultural (Bhabha), glocalização (Robertson, Kraidy) e performance situada (Stokes), permitindo compreender como o metal se torna veículo de identidade cultural e crítica social. O artigo também discute tensões associadas à autenticidade, exotização e apropriação cultural, argumentando que tais práticas são negociadas em contextos de poder. O heavy metal, ao ser reinterpretado localmente, ultrapassa dicotomias entre centro e periferia, original e cópia, promovendo fluxos culturais multidirecionais e ampliando os horizontes estéticos e identitários do gênero. O artigo conclui que o metal glocal reconfigura, mas não dissolve, as hierarquias culturais, representando tanto um ato de empoderamento quanto uma negociação com as estruturas de poder que moldam a visibilidade global.


Review

O artigo "O METAL NAS MARGENS" apresenta uma análise perspicaz e aprofundada do fenômeno do heavy metal "glocal", investigando como o gênero é ressignificado por bandas fora do eixo anglo-americano através de complexos hibridismos culturais. O título, por si só, já aponta para uma discussão relevante sobre as periferias e as reinterpretações de um fenômeno global. A proposta central de explorar o "duplo pertencimento" dessas expressões híbridas é particularmente intrigante, prometendo iluminar as dinâmicas de localização e globalização na música contemporânea e sua capacidade de agir como veículo de identidade e crítica. A metodologia empregada, uma pesquisa qualitativa fundamentada em revisão bibliográfica robusta e estudos de caso criteriosamente selecionados, confere solidez à investigação. A escolha de sete bandas diversas – Angra, Sepultura, The Hu, Orphaned Land, Myrath, Cemican e Bloodywood – de regiões tão distintas como Brasil, Mongólia, Israel, Tunísia, México e Índia, é um ponto forte notável, garantindo uma perspectiva verdadeiramente global sobre as incorporações de elementos culturais locais. A análise é enriquecida por um arcabouço teórico denso, que mobiliza conceitos-chave de Canclini, Bhabha, Robertson, Kraidy e Stokes, permitindo uma exploração matizada das tensões de autenticidade, exotização e apropriação cultural inerentes a tais práticas. Em sua conclusão, o artigo faz uma contribuição significativa ao argumentar que o heavy metal glocal transcende dicotomias simplistas entre centro e periferia, original e cópia, ao promover fluxos culturais multidirecionais que expandem os horizontes estéticos e identitários do gênero. A nuance final, de que esse fenômeno reconfigura, mas não dissolve inteiramente, as hierarquias culturais, posicionando-se como um ato de empoderamento e uma negociação com estruturas de poder globais, demonstra uma compreensão sofisticada das complexidades da cultura globalizada. Este trabalho promete ser uma referência valiosa para os estudos de música, cultura popular e globalização.


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