EPISTEMOLOGIA PERIFÉRICA DE LIBERTAÇÃO
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Melina Sousa da Rocha

EPISTEMOLOGIA PERIFÉRICA DE LIBERTAÇÃO

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Introduction

Epistemologia perifÉrica de libertaÇÃo. Analisa Racionais MC’s e sua arte como epistemologia periférica de libertação e luta antirracista no Brasil, valorizando saberes marginalizados e a identidade negra.

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Abstract

O artigo analisa como os Racionais MC’s, por meio de sua produção político-artística, constroem uma epistemologia periférica libertadora e promovem uma cultura de luta antirracista no Brasil contemporâneo. A partir do pensamento de Amílcar Cabral sobre cultura e libertação e dos estudos de Thayara de Lima e D’Andrea, discute-se a atuação do grupo como intelectuais orgânicos das periferias urbanas. Argumenta-se que suas músicas configuram práticas educativas insurgentes, que denunciam o racismo estrutural, produzem consciência crítica e fortalecem a identidade negra. A metodologia qualitativa baseia-se em análise bibliográfica e interpretativa de letras de músicas, discursos e entrevistas. Ao reconhecer a centralidade da cultura na formação política, o estudo evidencia que a obra dos Racionais MC’s contribui para a valorização dos saberes periféricos como formas legítimas de conhecimento e para a construção de uma pedagogia antirracista enraizada nas experiências das populações marginalizadas.


Review

Este artigo, intitulado "EPISTEMOLOGIA PERIFÉRICA DE LIBERTAÇÃO," apresenta uma análise altamente relevante e instigante sobre o papel dos Racionais MC’s na construção de uma epistemologia periférica libertadora e na promoção de uma cultura de luta antirracista no Brasil. O resumo imediatamente estabelece um terreno fértil para discussão ao situar a produção político-artística do grupo como um campo de saber legítimo e potente. A articulação teórica com Amílcar Cabral, sobre cultura e libertação, e com os estudos de Thayara de Lima e D’Andrea, confere um arcabouço sólido para a investigação da atuação do grupo como intelectuais orgânicos das periferias urbanas. A proposta de que suas músicas configuram práticas educativas insurgentes promete uma discussão rica e inovadora. A metodologia qualitativa, baseada em análise bibliográfica e interpretativa de letras, discursos e entrevistas, é particularmente adequada para abordar a complexidade e a profundidade da obra dos Racionais MC’s. Esta abordagem permite uma imersão nas narrativas e nas construções de sentido que denunciam o racismo estrutural, fomentam a consciência crítica e fortalecem a identidade negra. O estudo, ao reconhecer a centralidade da cultura na formação política, sinaliza uma importante contribuição para a valorização dos saberes periféricos como formas legítimas de conhecimento. A promessa de evidenciar como a obra do grupo contribui para a construção de uma pedagogia antirracista enraizada nas experiências das populações marginalizadas é um ponto alto do trabalho. Em suma, este artigo representa uma contribuição significativa para os campos dos estudos culturais, da educação crítica e das teorias decoloniais e antirracistas. A abordagem interseccional e a valorização da produção intelectual das periferias são essenciais para expandir a compreensão sobre a resistência e a agência em contextos de opressão. O estudo promete não apenas iluminar o legado dos Racionais MC’s, mas também reafirmar a urgência de reconhecer e integrar as epistemologias periféricas no debate acadêmico e na prática pedagógica. É um trabalho oportuno e de grande impacto, que certamente estimulará discussões cruciais sobre o poder transformador da arte e da cultura popular na luta por libertação.


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