A escritura deleuze-guattariana é a criação de um corpo sem órgãos. Explore a escritura Deleuze-Guattariana como a criação de um corpo sem órgãos, analisando suas implicações éticas e a fusão de filosofia, psicanálise e literatura.
Nesse artigo, problematizamos e tentamos definir heuristicamente a escritura deleuze-guattariana no platô intitulado 28 de novembro de 1947 – Como criar para si um corpo sem órgãos (platô 6). Cartografamos os múltiplos agenciamentos literários do platô 6, levando em consideração os seus contextos argumentativos. Analisamos, sobretudo, as teorizações e implicações éticas resultantes do processo de criação dos corpos drogado, esquizo e masoquista. Com esses corpos, explicitamos os procedimentos de captura e de roubo que Deleuze e Guattari fazem ao construírem zonas de indiscernibilidade entre a filosofia, a psicanálise e a literatura. Além disso, tentamos demonstrar que, no referido platô, os autores não somente constroem conexões intensivas e transversais entre domínios heterogêneos do conhecimento, como também articulam o estilo da escrita, o posicionamento crítico e a criação conceitual num sistema aberto. Sustentamos que a escritura deleuze-guattariana, enquanto atividade composicional, é criação de um Corpo sem órgãos. Enquanto tal, ela é expressão de um processo vital.
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