Gestão de abrigos temporários no brasil. Analisa desafios na gestão de abrigos temporários no Brasil, focando em crises de Roraima (migração) e RS (enchentes). Propõe modelo integrado e políticas públicas para desastres.
Objetivo - Este artigo analisa os desafios enfrentados na gestão de abrigos temporários no Brasil, com foco nas crises humanitárias de Roraima (fluxo migratório venezuelano, 2018–2023) e do Rio Grande do Sul (enchentes, 2024). Metodologia - A pesquisa adota uma abordagem qualitativa e comparativa, com base na análise documental de relatórios oficiais, plataformas de dados abertos e literatura científica sobre gestão de desastres e resposta humanitária. Originalidade/relevância - O estudo preenche uma lacuna na literatura ao sistematizar criticamente os entraves estruturais e operacionais da gestão de abrigos temporários em contextos distintos, mas recorrentes no cenário brasileiro. Resultados - Foram identificadas falhas recorrentes nas quatro etapas do ciclo de gestão (planejamento, ativação, operacionalização e desativação), agravadas pela ausência de diretrizes nacionais padronizadas, falta de articulação interinstitucional e escassez de dados locais. Contribuições teóricas/metodológicas - O artigo propõe um modelo integrado de gestão com protocolos setorizados, banco nacional de locais aptos, planos de comunicação interagências e profissionalização da defesa civil municipal e estadual com base em padrões internacionais como o Manual Esfera. Contribuições sociais e ambientais - Ao indicar caminhos para fortalecer a resiliência territorial e garantir abrigos mais dignos e eficientes, a pesquisa contribui para a construção de políticas públicas mais equitativas, seguras e sustentáveis no enfrentamento a desastres no Brasil.
Este artigo, "Gestão de abrigos temporários no Brasil," oferece uma análise crítica e oportuna dos desafios enfrentados na gestão de abrigos temporários no Brasil. Abordando duas crises humanitárias de naturezas distintas – o fluxo migratório venezuelano em Roraima (2018–2023) e as enchentes no Rio Grande do Sul (2024) – o estudo emprega uma abordagem qualitativa e comparativa, baseada na análise documental de relatórios oficiais, plataformas de dados abertos e literatura científica. Sua principal originalidade reside na capacidade de preencher uma lacuna na literatura ao sistematizar, de forma crítica, os entraves estruturais e operacionais da gestão de abrigos em contextos que, embora diversos, são recorrentes no cenário brasileiro. A pesquisa identifica falhas sistêmicas e recorrentes em todas as quatro etapas do ciclo de gestão de abrigos: planejamento, ativação, operacionalização e desativação. Essas deficiências são agravadas por fatores cruciais como a ausência de diretrizes nacionais padronizadas, a falta de articulação interinstitucional eficaz e a escassez de dados locais confiáveis. Para mitigar esses problemas, o artigo propõe um modelo integrado de gestão, que inclui a criação de protocolos setorizados, o desenvolvimento de um banco nacional de locais aptos, a implementação de planos de comunicação interagências e, fundamentalmente, a profissionalização da defesa civil municipal e estadual, com base em padrões internacionais renomados como o Manual Esfera. A clareza na identificação dos problemas e a proposição de soluções concretas e bem fundamentadas são pontos fortes notáveis. Além de suas contribuições teóricas e metodológicas, que incluem a proposição de um modelo de gestão mais robusto, o artigo apresenta um valor social e ambiental significativo. Ao indicar caminhos para fortalecer a resiliência territorial e garantir a oferta de abrigos mais dignos e eficientes, a pesquisa contribui diretamente para a formulação de políticas públicas mais equitativas, seguras e sustentáveis no enfrentamento a desastres no Brasil. Este trabalho é altamente relevante e provê uma base sólida para acadêmicos, gestores públicos e organizações humanitárias que buscam aprimorar a capacidade de resposta e preparação do país diante de futuras crises.
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By Sciaria
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